Guia de Compra · 2026-08-13 · ~25 min de leitura
A Geely é o caso mais rápido de construção de marca no mercado brasileiro recente: em pouco mais de um ano de operação, passou de zero a mais de 25 mil veículos vendidos, colocou o EX2 entre os elétricos mais vendidos do país e já confirmou produção nacional (Autos Segredos; Conexão Tocantins). Mesmo assim, é uma marca sobre a qual a maioria dos compradores ainda sabe muito pouco — e a dúvida costuma ser sempre a mesma: "é confiável? quem conserta? o que acontece se a bateria falhar?".
Este guia responde isso em detalhe. Cobre os três modelos à venda, explica o que cada sigla de ADAS realmente faz quando você está dirigindo, detalha o que o aplicativo controla à distância, transcreve os termos exatos de garantia, explica como funciona a recarga na prática e compara a marca com BYD, GWM, Chevrolet e Renault. Ele complementa o mapa geral dos elétricos e híbridos no Brasil em 2026, que posiciona a Geely entre as demais marcas; aqui a gente entra só nela.
Esse é o fato mais importante do artigo, e o que mais deveria pesar na sua avaliação de risco.
A Geely não chegou ao Brasil sozinha montando uma estrutura do zero. Ela comprou 26,4% da Renault do Brasil, num investimento conjunto da ordem de R$ 3,8 bilhões (Mundo do Automóvel para PCD; Terra). Isso tem três consequências práticas:
Para o comprador, o ponto não é o organograma societário. É que a pergunta "e se a marca sair do Brasil?" tem uma resposta bem mais sólida aqui do que numa importadora recém-chegada sem fábrica e sem sócio local. Ainda assim, 43 concessionárias é pouco perto das centenas de uma Fiat ou Chevrolet — antes de comprar, confirme qual é a autorizada mais próxima da sua casa. Essa continua sendo a checagem número um para qualquer marca nova.
São três, e eles não competem entre si — cobrem faixas e propostas bem diferentes.
O EX2 é o carro de volume da marca: foi o modelo que colocou a Geely no pódio dos elétricos mais vendidos, com 14.780 unidades no primeiro semestre de 2026 (Grupo Sentinela).
| Item | Especificação |
|---|---|
| Versões e preços | Pro — R$ 123.800 / Max — R$ 136.800 |
| Motor | Elétrico traseiro, 116 cv e 150 Nm (15,3 kgfm) |
| Desempenho | 0 a 100 km/h em 10,2 s; máxima de 140 km/h |
| Bateria | LFP de 39,4 kWh |
| Autonomia | 289 km no ciclo Inmetro |
| Consumo energético | 0,39 MJ/km |
| Recarga DC | 30% a 80% em 21 minutos |
| Recarga em wallbox 6,6 kW | Cerca de 6 horas para carga completa |
| Dimensões | 4.130 mm de comprimento, 1.800 mm de largura, 1.580 mm de altura, entre-eixos de 2.650 mm |
| Porta-malas | 375 litros, mais 70 litros no compartimento dianteiro (frunk) |
Fontes: Consulta de Placa; Elétricos Brasil; Canal VE.
O que vem na Pro: ar-condicionado com saídas para os bancos traseiros, faróis de LED com acionamento automático, rodas de aço de 15", multimídia de 14,6", painel digital de 8,8", seis airbags e seletor de modos de condução.
O que a Max acrescenta: teto preto, rodas de liga leve de 16", banco do motorista com ajustes elétricos, iluminação decorativa configurável, câmera 540° e — o item que mais importa — o pacote de ADAS e os serviços conectados, que não existem na Pro.
Essa diferença entre Pro e Max é a decisão mais relevante na compra do EX2, e vale mais atenção do que os R$ 13 mil de diferença sugerem. A versão Pro é um elétrico simples e bem equipado; a Max é um carro com assistência ativa à condução e app. Se os itens das próximas duas seções importam para você, a Pro não os tem.
Uma nota sobre autonomia. Você vai encontrar o número "380 km" associado ao EX2 em vários lugares, inclusive em testes de imprensa especializada (Elétricos Brasil). O número homologado pelo Inmetro é 289 km. A diferença provavelmente vem de condições de teste favoráveis (uso urbano, velocidade baixa, muita frenagem regenerativa) — o que é legítimo como demonstração, mas não é o número que você deve usar para planejar. Use 289 km como referência, e trate qualquer coisa acima disso como bônus.
| Item | Especificação |
|---|---|
| Versões e preços | Pro — R$ 205.800 / Max — R$ 225.800 (pré-venda partiu de R$ 195.800 com bônus de R$ 10 mil) |
| Motor | Elétrico dianteiro, 218 cv e 320 Nm (32,6 kgfm) |
| Desempenho | 0 a 100 km/h em 6,9 s |
| Bateria | 60,2 kWh |
| Autonomia (Inmetro) | 413 km na Pro / 349 km na Max |
| Recarga DC | Até 100 kW; 30% a 80% em 20 minutos |
| Dimensões | 4.615 mm de comprimento, 1.901 mm de largura, 1.670 mm de altura, entre-eixos de 2.750 mm |
| Porta-malas | 461 litros, chegando a 1.877 litros com os bancos rebatidos |
| Rodas | Liga leve de 18" ou 19" |
| Telas | Multimídia de 15,4" e Head-Up Display de 13,8" |
Fontes: Geely Brasil — EX5; Verificar Auto; Elétricos Brasil.
Repare numa inversão contraintuitiva: a versão Max, mais cara, tem menos autonomia que a Pro — 349 km contra 413 km, uma diferença de 64 km. Isso não é erro de digitação: a Max calça rodas de 19", contra 18" da Pro, o que aumenta a resistência ao rolamento, e ainda carrega o peso do equipamento extra. É um caso raro em que pagar mais entrega menos do atributo que costuma ser o principal critério de compra de um elétrico. Se autonomia é a sua prioridade, a versão de entrada é objetivamente a melhor escolha aqui — algo que quase nenhum comparativo diz com todas as letras.
A Max compensa em conteúdo: as apurações de imprensa citam 8 airbags, condução autônoma nível 2+, Head-Up Display com realidade aumentada, bancos com massagem e ventilação, ar-condicionado tri-zona, som Harman Kardon e teto panorâmico com controle de opacidade e iluminação ambiente de 64 cores. Vale uma ressalva de precisão: a página oficial do EX5 cita 6 airbags, enquanto materiais de catálogo atribuem 8 à versão topo. Confirme o número na ficha da versão exata que você for comprar, por escrito.
O modelo recebeu o Red Dot Award de design de produto, e traz assistente de voz com mais de 200 funções.
O EM-i é o lançamento mais recente e o mais estratégico, porque é ele que será produzido no Paraná. A Geely o chama de "Super Híbrido".
| Item | Especificação |
|---|---|
| Versões e preços | PRO — R$ 189.990 / MAX — R$ 209.990 / ULTRA — R$ 234.990 |
| Sistema | Híbrido plug-in: motor 1.5 mais motor elétrico |
| Potência combinada | 262 cv e 380 Nm |
| Eficiência térmica do motor a combustão | Até 46,5% |
| Eficiência do motor elétrico | 98% |
| Bateria | 18,4 kWh na PRO e na MAX; 29,8 kWh na ULTRA |
| Autonomia só no elétrico | Até 112 km (ULTRA, ciclo Inmetro); menor na PRO e na MAX |
| Autonomia total combinada | Até 1.300 km |
| Recarga DC (30% a 80%) | Cerca de 16 min na ULTRA (60 kW), até 20 min na MAX, cerca de 21 min na PRO (70 kW) |
| Carregador de celular por indução | 15 W |
Fontes: Geely Brasil — EX5 EM-i; Car Blog; Mundo do Automóvel para PCD.
Dois avisos honestos sobre esses números. Primeiro, os preços divergem entre fontes — há apuração citando início em R$ 199 mil em vez de R$ 189.990 (Canal VE), provavelmente por diferença entre condição de lançamento e tabela cheia. Segundo, a autonomia elétrica de 112 km vale para a ULTRA, que tem uma bateria bem maior (29,8 kWh contra 18,4 kWh). PRO e MAX rodam consideravelmente menos no modo elétrico, e as fontes públicas não trazem o número Inmetro dessas duas versões com clareza. Se o seu plano é usar o carro majoritariamente em modo elétrico no dia a dia — que é o único jeito de um plug-in fazer sentido financeiro —, essa diferença de bateria é o dado central da decisão, não o preço.
Vale reler o alerta que vale para qualquer plug-in, e que já detalhamos no guia de escolha do primeiro eletrificado: um plug-in sem recarga regular vira um híbrido comum carregando o peso morto de uma bateria grande. Os 1.300 km de autonomia combinada só aparecem se você efetivamente carregar.
Essa é a parte que mais gera confusão nas fichas técnicas, porque as marcas listam siglas em inglês sem explicar nada. ADAS significa Advanced Driver Assistance Systems — sistemas avançados de assistência ao condutor. São recursos que usam câmeras e radares para monitorar o entorno do carro e intervir, avisando ou agindo sobre freio e direção.
A Geely divulga 13 sistemas ADAS no EX5, com radares e câmeras de alta precisão. Aqui está o que cada um dos sistemas citados oficialmente faz na prática:
| Sigla | Nome | O que faz quando você está dirigindo |
|---|---|---|
| AEB | Frenagem Automática de Emergência | Detecta risco de colisão à frente e aciona o freio sozinho se você não reagir a tempo. É o item que mais reduz acidente na vida real. |
| ACC | Piloto Automático Adaptativo | Mantém a velocidade escolhida, mas desacelera e acelera sozinho para conservar distância do carro da frente. Em trânsito parado, o stop-and-go faz o carro parar e voltar a andar. |
| ICC | Piloto Inteligente | Combina o controle de velocidade adaptativo com centralização na faixa — o carro segue o fluxo e se mantém no meio da pista com você supervisionando. |
| LKA | Assistente de Permanência em Faixa | Corrige a direção se o carro começa a sair da faixa sem seta acionada. Diferente do simples alerta sonoro: ele age no volante. |
| ELKA | Permanência em Faixa de Emergência | Versão reforçada do anterior, que atua quando a saída de faixa levaria a uma colisão iminente. |
| LCA | Mudança de Faixa Segura | Auxilia e monitora a manobra de troca de faixa, avisando se há veículo se aproximando pelo lado. |
| BSD | Detector de Ponto Cego | Acende um aviso no retrovisor quando há um carro naquele ângulo que você não enxerga. |
| RCTA / RCTB | Alerta e Frenagem de Tráfego Traseiro | Ao dar ré numa vaga, avisa — e freia — se detectar carro, moto ou pessoa cruzando atrás. Um dos mais úteis no dia a dia em estacionamento. |
| TSI | Reconhecimento de Sinais de Trânsito | Lê placas de velocidade e restrição com a câmera e mostra no painel. |
| DOW | Aviso de Abertura de Portas | Avisa antes de você abrir a porta se vier uma moto ou bicicleta pelo lado. Em cidade grande, evita um acidente muito comum. |
| SVM | Câmera Panorâmica 540° | Junta imagens de várias câmeras para mostrar o carro visto de cima, incluindo ângulo sob as rodas para manobra. |
Fonte: Geely Brasil — EX5.
O EX5 EM-i traz um conjunto equivalente — ACC/ICC, AEB, mitigação de colisão frontal e traseira, LCA/LKA/ELKA, RCTA/RCTB, TSI e câmera 540° (Geely Brasil — EX5 EM-i).
No EX2, o pacote é bem mais enxuto e só existe na versão Max: alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo com stop-and-go e alerta de saída de faixa (Canal VE). Ou seja: o EX2 Pro não tem ADAS. É a diferença mais importante entre as duas versões e a que mais justifica o salto de preço.
Uma observação prática sobre ADAS que vale para qualquer marca: esses sistemas assistem, não substituem o motorista. Nomes como "piloto automático" e "condução autônoma nível 2+" descrevem assistência supervisionada — você continua legalmente responsável e precisa manter as mãos no volante e atenção na via.
O EX5 e o EX2 Max vêm com um SIM permanentemente instalado no veículo e conectividade 4G. Pelo aplicativo da Geely — o My Geely — dá para operar o carro à distância.
O que o aplicativo faz:
O que mais vem na conectividade: atualizações OTA (over-the-air, pela internet, sem ir à concessionária), streaming de música, podcasts e audiolivros, e controle de voz aprimorado.
Onde tem e onde não tem — leia com atenção:
| Modelo/versão | Serviços conectados |
|---|---|
| EX5 PRO | Sim |
| EX5 MAX | Sim |
| EX2 MAX | Sim |
| EX2 PRO | Não |
O detalhe de custo que quase ninguém menciona: a Geely informa que todo EX5 vem com 2 anos de conectividade 4G, com até 2 GB por mês, e declara explicitamente que "taxas de assinatura podem ser aplicadas após o período de teste inicial" (Geely Brasil — Serviços Conectados). Ou seja: parte do que é vendido como equipamento do carro é, na verdade, um serviço com prazo. Pergunte na concessionária, antes de assinar, quanto custa a renovação a partir do terceiro ano e o que exatamente para de funcionar se você não renovar.
A Geely publica as seguintes coberturas oficiais (Geely Brasil — Cobertura de Garantia):
| Cobertura | Prazo |
|---|---|
| Veículo completo | 6 anos ou 150.000 km (o que ocorrer primeiro) |
| Bateria de tração, motor elétrico, inversor e componentes de alta voltagem | 8 anos ou 150.000 km |
| Assistência 24 horas, cobertura nacional | 2 anos |
A garantia é condicionada a manutenção periódica em concessionárias autorizadas e uso de peças genuínas — condição padrão no setor, mas que na prática significa que você fica preso à rede da marca durante o período, o que reforça a importância de ter uma autorizada perto.
Como isso se compara:
| Marca | Veículo | Bateria/sistema elétrico |
|---|---|---|
| Geely | 6 anos ou 150.000 km | 8 anos ou 150.000 km |
| Caoa Chery | 5 anos (conjunto mecânico) | 8 anos (componentes de propulsão elétrica) |
| Toyota | Até 10 anos (condições no mapa dos eletrificados) | — |
Os 8 anos de bateria colocam a Geely em linha com o padrão do mercado de eletrificados. O ponto que merece leitura atenta é o teto de quilometragem: 150.000 km vale para as duas coberturas. Para uso urbano comum isso raramente é limitante, mas para quem roda muito — motorista de aplicativo, representante comercial, quem faz estrada com frequência — 150 mil km chegam bem antes dos 6 ou 8 anos, e é o km que vai encerrar a garantia, não o prazo. Faça essa conta com a sua quilometragem real antes de decidir.
Antes de fechar negócio, peça o Manual de Garantia do modelo — a marca o disponibiliza em PDF — e leia especificamente o que está listado como exclusão de cobertura e quais itens têm prazo próprio, menor que o prazo geral. É nesses dois pontos que as garantias de montadoras costumam diferir entre si, e não no número grande que aparece no anúncio.
| Modelo | Recarga rápida DC | Recarga em wallbox |
|---|---|---|
| EX2 | 30% a 80% em 21 minutos | Cerca de 6 horas em wallbox de 6,6 kW |
| EX5 | 30% a 80% em 20 minutos (até 100 kW) | Depende da potência instalada |
| EX5 EM-i | Cerca de 16 a 21 minutos (30% a 80%), conforme a versão | Depende da potência instalada |
O EX5 aceitar até 100 kW em corrente contínua é um número competitivo: significa que, num carregador rápido de rodovia, a parada útil é de cerca de 20 minutos, e não de uma hora.
Aqui está uma das vantagens comerciais mais concretas da marca, e ela vem direto da sociedade com a Renault. Na compra do EX5, a Geely tem oferecido a escolha entre um carregador wallbox de cortesia ou 1 ano de recarga gratuita na rede credenciada Mobilize Charge Pass (Mundo do Automóvel para PCD; InstaCarro). No lançamento do EX5 EM-i, o wallbox veio incluso na versão ULTRA, junto com taxa zero e parcelamento em até 36 vezes com 60% de entrada.
Além do equipamento, a Mobilize Energy faz visita técnica para avaliar a instalação elétrica da casa ou empresa e definir a solução de instalação.
Esse benefício vale dinheiro real e costuma ser subestimado na comparação de preços. Como detalhamos no guia do primeiro carro eletrificado, um wallbox de 7 kW custa entre R$ 3.000 e R$ 8.000, e a instalação, mais R$ 800 a R$ 3.000 — um total típico de R$ 4.000 a R$ 10.000 que normalmente fica de fora da conta do carro. Se o wallbox vem incluso, o preço efetivo do carro cai por esse valor. Ao comparar um EX5 com um concorrente sem esse benefício, some a infraestrutura dos dois lados antes de concluir qual é mais caro.
Duas checagens antes de contar com isso: promoções de lançamento mudam, então confirme se a condição de wallbox ainda está valendo na data da sua compra, e confirme se a instalação está inclusa ou se só o equipamento é cortesia — são coisas diferentes, e a mão de obra é a parte mais variável do custo.
| Modelo | Preço | Bateria | Autonomia Inmetro |
|---|---|---|---|
| Renault Kwid E-Tech | R$ 99.990 | 26,8 kWh | 180 km |
| BYD Dolphin Mini | R$ 119.990 | 30 kWh | 250 km |
| Geely EX2 Pro | R$ 123.800 | 39,4 kWh | 289 km |
| Geely EX2 Max | R$ 136.800 | 39,4 kWh | 289 km |
| Chevrolet Spark EUV | R$ 144.990 a R$ 154.990 | 42 kWh | 258 km |
A vantagem do EX2 é objetiva e fácil de enxergar nessa tabela: ele tem a maior autonomia homologada do grupo, e não é o mais caro. Por cerca de R$ 4 mil a mais que o Dolphin Mini, entrega 9,4 kWh a mais de bateria e 39 km a mais de autonomia Inmetro. Contra o Spark EUV, que custa ao menos R$ 21 mil a mais, entrega 31 km a mais de autonomia. Em uma categoria em que autonomia é a principal ansiedade do comprador, é um argumento forte.
Os contrapontos honestos: o Dolphin Mini e o Spark EUV são montados no Brasil, o que dá mais previsibilidade de preço e de suprimento de peças; a rede da Chevrolet é incomparavelmente maior; e o Kwid E-Tech continua imbatível para quem só precisa de um carro urbano pelo menor valor possível. Vale considerar também que a Geely divide estrutura com a Renault, o que atenua parte da desvantagem de rede.
O EX5 EM-i PRO a R$ 189.990 entra abaixo do Haval H6 GT (R$ 219.000) e muito abaixo das versões plug-in do H6 (Diamond a R$ 269.000 e Sky a R$ 309.000) — e o faz com 262 cv combinados, num SUV maior que o H6. Avaliações da imprensa o posicionaram exatamente assim: uma alternativa direta ao Haval H6 e ao BYD Song Pro, com preço de T-Cross e Creta (Guru dos Carros; Motor Show).
Some a isso o fato de que o EM-i será produzido no Paraná, e você tem o argumento mais forte da marca: um plug-in grande, potente e nacionalizado, numa faixa de preço em que os concorrentes plug-in são importados e, portanto, expostos aos 35% de imposto de importação.
Onde a Geely ganha: autonomia por real gasto na entrada (EX2), pacote de ADAS bastante completo no EX5, wallbox ou recarga inclusos, garantia de bateria de 8 anos, e — o item mais subestimado — respaldo estrutural da Renault, com fábrica e rede compartilhadas.
Onde a Geely perde: rede de 43 concessionárias ainda pequena, marca sem histórico de revenda no Brasil (o que costuma pesar na depreciação, como discutimos no mapa dos eletrificados), teto de 150.000 km na garantia, e versões de entrada bastante desguarnecidas — o EX2 Pro não tem nem ADAS nem app.
Nenhum guia é útil se só lista qualidades. Os pontos negativos mais recorrentes nas avaliações brasileiras:
Nenhum desses pontos é eliminatório, mas todos são do tipo que só aparece depois de semanas com o carro. Faça um test drive longo, não uma volta no quarteirão — e sente no banco por pelo menos 20 minutos antes de decidir.
Se você ainda está decidindo entre categorias, e não entre modelos, o guia de tipos de carro elétrico, híbrido e plug-in e o comparativo de custo por quilômetro resolvem essa etapa antes.
Depois de escolher modelo e versão, compare com anúncios reais e ativos: veja o catálogo completo de carros à venda agora na CarTroca. Em cada anúncio, a plataforma mostra automaticamente a referência da Tabela FIPE para o ano e a versão exatos — especialmente útil numa marca nova como a Geely, em que a diferença de preço entre versões é grande e o mercado de usados ainda está se formando.
A CarTroca é a tecnologia por trás do anúncio e da comparação com a Tabela FIPE — não é revendedora, não representa a Geely nem qualquer outra marca citada, não participa da negociação e não presta consultoria mecânica, elétrica ou financeira. Preços, autonomias, tempos de recarga, condições comerciais e termos de garantia deste artigo foram reunidos de fontes públicas e da comunicação oficial da marca em agosto de 2026, servem como ordem de grandeza e não constituem oferta. Condições de lançamento (bônus, wallbox, taxa zero) mudam com frequência e podem já não estar valendo. Confirmar por escrito, na concessionária, a ficha da versão exata, o número de airbags, a autonomia homologada pelo Inmetro, os termos completos do Manual de Garantia e o custo de renovação dos serviços conectados segue sendo responsabilidade de quem compra.